segunda-feira, 4 de julho de 2011
Você percebe que a coisa está mal quando chega em casa à noite e não tem ninguém te esperando, nem mesmo para desejar ‘boa noite’. Você percebe que a coisa está mal quando escuta uma música e se identifica com cada palavra. Você percebe que a coisa está mal quando começam a questionar os seus silêncios, cada vez mais freqüentes. Você percebe que a coisa está mal quando seu telefone não toca mais com a mesma frequência de antes. Você percebe que a coisa está mal quando vê um casal de mãos dadas em algum lugar e sente aquela angústia sem fundamento crescer dentro de você. Você percebe que a coisa está mal quando assiste a um filme romântico e tenta se conformar que aquele tipo de coisa nunca vai acontecer com você. Você percebe que a coisa está mal quando você passa o sábado à noite dentro de casa, assistindo um filme dos anos 80 e devorando um pote de sorvete. Você percebe que a coisa está mal quando você olha no espelho e sente vergonha do que vê. Você percebe que a coisa está mal quando as coisas que antes de definiam como pessoa, hoje já não fazem o menor sentido. É, eu percebi que as coisas estão mal. E eu não sei o que fazer a respeito disso, aí eu fico pior ainda.
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